sábado, 20 de março de 2010
Entrevista com Pe. Angel Strada, postulador da causa de canonização do Pai e Fundador Padre José Kentenich
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 12 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- O Movimento Internacional Schoenstatt já tem 180 capelas ao redor do mundo que enriquecem «a geografia da fé» da Igreja.
São santuários idênticos ao original da Alemanha, lugar de origem desse movimento apostólico.
Quem o relatou à agência Zenit foi o Pe. Angel Lorenzo Strada, vice-superior geral da comunidade dos padres de Schoenstatt, e postulador da causa de beatificação do fundador, o Pe. Josef Kentenich (1885-1968).
O Pe. Angel Lorenzo Strada (Córdoba, Argentina, 1939) reside na Alemanha desde 1984. Sobre a causa de beatificação, revela que logo finalizará a etapa diocesana, em Tréveris (Trier), Alemanha e depois iniciará a fase romana.
São 25.000 os escritos não publicados já recolhidos por peritos e especialistas do padre fundador de Schonstatt.
Na entrevista, o Pe. Strada comenta a dimensão mariana do Movimento e dos novos grupos que crescem na Igreja.
--Qual foi a idéia que motivou o Pe. Kentenich a fundar o Movimento de Schoenstatt?
--Pe. Strada: Desde muito jovem, o Pe. Kentenich percebeu que a fé cristã se encontrava frente a grandes e novos desafios, propostos pelo desenvolvimento da ciência e da tecnologia, a modernidade, o crescente pluralismo, a secularização...
Ordenado sacerdote em 1910, dois anos depois propõe aos jovens confiados à sua direção espiritual que eduquem a si mesmos, que com liberdade e iniciativa própria desenvolvam sua originalidade e se integrem ativamente na construção da comunidade.
Poucos meses depois do início da primeira guerra mundial, em 18 de outubro de 1914, convidou os jovens a pedir à Santíssima Virgem que se estabelecesse na pequena capela onde estavam reunidos, que desde lá os educasse e derramasse suas graças.
Eles se comprometeram a colaborar com Maria mediante uma intensa vida de oração e a santificação da vida diária. É o acontecimento fundacional de Schoenstatt.
Anos mais tarde se o denominaria «aliança de amor» com Maria e constituiria o centro da espiritualidade do Movimento.
Até o final de sua vida, em setembro de 1968, o Pe. Kentenich se manteve fiel à sua mensagem de viver «com a mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus».
Ele dedicou todas suas forças à formação de «um novo tipo de homem e um novo tipo de comunidade», capazes de encarnar e de anunciar a boa nova do Evangelho no meio deste formidável tempo de mudança que a Igreja e o mundo vivem.
--E em que fase se encontra seu processo de canonização?
--Pe. Strada: O processo foi iniciado na diocese de Tréveris, Alemanha, em fevereiro de 1975.
Reuni-se uma grande quantidade de sinais da fama de santidade. Milhares de pessoas, radicadas em 87 países dos cinco continentes, certificaram que recorreram à intercessão do Pe. Kentenich e se guiaram por seu exemplo de vida.
Cerca de 150 testemunhos prestaram declaração ante o tribunal eclesiástico. Os numerosos escritos publicados já foram examinados. Foi requerida a documentação de mais de 110 arquivos civis e eclesiásticos.
Uma comissão de peritos na história da igreja e em arquivos se encarregou de reunir, catalogar e avaliar os escritos não publicados, que somam cerca de 25.000.
Uma vez que esta comissão elabore seu informe final, o que está previsto para os próximos meses, faltarão poucos trâmites para a finalização da etapa diocesana da causa de beatificação.
Seguirá depois a etapa definitiva em Roma. É impossível predizer quando chegará a seu término.
Entre outras coisas, porque se requer um milagre para a beatificação. E ninguém pode «planificar» um milagre, só se pode implorar.
--Por que se constroem réplicas da capela original de Schoenstatt em todos os lugares onde se encontra o Movimento? Não é uma prática contrária à inculturação da fé em cada cultura particular?
--Pe. Strada: A primeira réplica da capela original foi construída em outubro de 1943 em Nova Helvécia, uma pequena cidade no interior do Uruguai.
O Pe. Kentenich se encontrava prisioneiro no campo de concentração de Dachau e foi informado posteriormente. Tanto ele em seus contatos com prisioneiros de outras nações que se interessavam por Schoenstatt como os que tomaram a iniciativa da construção no Uruguai se haviam perguntado o mesmo: se a capela é a fonte de graças e o centro espiritual do Movimento, como vincular pessoas de diferentes nações a um lugar que existe somente em solo alemão?
A multiplicação das capelas aparecia como uma necessidade ineludível. Que se mantivesse a arquitetura da capela foi algo espontâneo, e o Pe. Kentenich o interpretou como vontade de Deus.
Hoje, cerca de 180 capelas de Schoenstatt enriquecem a «geografia da fé» da Igreja Católica nos distintos continentes.
Na verdade, todo movimento ou agrupação precisa e cria sinais claros de sua identidade. Schoenstatt precisa deles mais pela pluralidade dos membros e das formas de pertença.
E porque, sendo um Movimento internacional, não conta, contudo, com uma direção centralizada. Isso lhe outorga mais possibilidades de inculturação.
--O Movimento de Schoenstatt está muito vinculado a Maria. Por que crê que os novos movimentos têm uma atenção especial a Nossa Senhora?
--Pe. Strada: Na variedade dos carismas e espiritualidades dos novos movimentos eclesiais impressiona, com efeito, que Maria constitui uma espécie de denominador comum.
No serviço que querem prestar à evangelização do novo milênio, Nossa Senhora representa todo um programa.
Parece que o Espírito Santo no século XX presenteou a muitos fundadores e fundadoras uma intuição semelhante: Ela não pode estar ausente em uma Igreja chamada a ser mais família e um lar acolhedor para os homens, promotora da mulher e de sua contribuição à cultura dos povos, defensora da vida e da dignidade de cada pessoa, advogada dos pobres e mais necessitados.
Se na plenitude dos tempos o Redentor se fez carne por meio de Maria, nestes novos tempos da humanidade precisamos que Ela nos volte a presentear o «Deus-conosco».
Esta realidade iluminou a vida e o magistério de João Paulo II. O mesmo vale para o Papa Bento XVI.
É claro que a atenção especial a Nossa Senhora não pode reduzir-se a práticas piedosas, devoções particulares, fenômenos extraordinários.
Uma autêntica espiritualidade mariana, na convicção do Pe. Kentenich, deve conduzir a uma profunda espiritualidade cristológica e trinitária, a uma séria aspiração à santidade e a um generoso compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Namoro católico
Desde a década de 60, uma revolução cultural vem ocorrendo no mundo ocidental, com o objetivo de relativizar os valores cristãos que erigiram a atual civilização e substituí-los por valores ateus. Assim, a castidade e a fidelidade sofrem ataques diários na internet, nas revistas e, principalmente, nas escolas e na televisão. O namoro tem sido colocado em segundo plano nos relacionamentos dos jovens, classificado ou como coisa do passado, ou passa a ser um namoro "aberto", em que qualquer um pode se relacionar com outros "parceiros", sem compromisso. A moda é "ficar" e aproveitar o parceiro pelo tempo que der, seja 5 minutos, seja uma noite. O outro passa a ser um objeto, e só é bom de acordo com sua utilidade. Se dá prazer, até dá pra "ficar" mais um pouquinho. Se não é muito bom, dá pra jogar fora, não é mesmo?
Bem, essa é a ótica utilitarista que, infelizmente, predomina na nossa sociedade. Mas há a proposta que a Igreja Católica, a legítima Igreja de Jesus Cristo, faz a seus fiéis e a todos os jovens perdidos nesse mundo hedonista.
O casal de namorados católico deve viver o namoro como uma época de conhecimento, amadurecimento e construção da futura família. Através do conhecimento próprio e do outro, o casal amadurece e se conhece. O ser humano integral é constituído de quatro dimensões: sobrenatural, racional, afetiva e física. No namoro, o casal deve procurar viver essas quatro dimensões de forma orgânica, preparando-se para o Sacramento do Matrimônio. A dimensão física não deve ser vivida, no namoro, através de relações sexuais e carícias, exclusivas do casamento, mas, sim, através do carinho.
Certamente, não é fácil para nenhum casal assumir a castidade como um valor nos dias de hoje, mas procure ver o que acontece com os casais de namorados que se relacionam sexualmente no namoro. O namoro até dura algum tempo, mas mais cedo ou mais tarde acaba. Os que chegam ao casamento também muitas vezes se separam com 2 ou 3 anos de casados. Mas por quê? Ora, não construíram seus casamentos sob uma rocha sólida. Construíram-no sob a areia. Ao invés de conhecer o que o outro pensa, o que outro sente, quais as expectativas do outro, qual a religião do outro, preferiram conhecer o corpo do outro. Reduziram o outro a um objeto que dá prazer. Esqueceram três das quatro bases de um ser humano. Também seria errado um casal unir-se apenas pela mesma fé que compartilha, ou pelos mesmo gostos e paixões ou ainda pela mesma linha de pensamento. Um casal feliz e uma família feliz se constróem quando, entre o casal, há um diálogo racional, afetivo, sobenatural e físico.
O sexo possui duas dimensões: unitiva e procriativa. Busca unir um casal que se comprometeu a viver a vida toda através do Sacramento do Matrimônio, um fiel ao outro, até o fim de suas vidas. A dimensão procriativa decorre da própria biologia humana e os filhos que virão merecem viver em uma família estruturada, que os acolherá com todo o amor e dedicação que exige um filho. No namoro, os jovens não firmaram um compromisso de fidelidade como no casamento, tanto que quando ocorre alguma gravidez, normalmente o casal se separa. Tampouco possuem condições financeiras e emocionais de assumirem um filho como deveriam e até mesmo gostariam.
Portanto, o namoro católico busca é vivido a fim de formar uma família sob uma rocha sólida, aberta à vida e capaz de aguentar os percalços que se encontra na vida terrena.
Dica de leitura: o livro "Namoro", do Prof. Felipe Aquino, da Comunidade Canção Nova.
Para finalizar, há dois vídeos interessantes. Lembro que já há um post sobre castidade com vários vídeos. Confiram:
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
É certo "ficar"?
Do ponto de vista biológico em cada beijo na boca que você dá troca-se, cerca de 250 bactérias na saliva, 9 miligramas de água, 18 substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina (proteína solúvel em água), 711 miligramas de materiais gordurosos e 45 miligramas de sais minerais.
O beijo algo tão antigo entre os povos. Marca tantas coisas como por exemplo traição (beijo de Judas), amor (Romeu e Julieta), amizade (ósculo santo).
Hoje o beijo literalmente está na boca da galera!
Afinal de contas o que rola na base do beijo?
Trocas! Muitas trocas! E o sentimento, e a pessoa, e o valor onde fica no “ficar”?
Além de lábios que se tocam será que sentimentos se encontram? Sentimentos se misturam ou só se isolam?
O ato em si é capaz de movimentar 29 músculos, 12 dos lábios e 17 da língua. Durante um beijo, a pulsação cardíaca pode subir para algo em torno de 150 batimentos por minuto. Aja movimento, parece até uma seção de spinning.
Muitos músculos são movimentados mas e o mover de sentimentos? E o sacrário vivo que você é… Qual o movimento que acontece?
Do ponto de vista psicológico, quantas carências tentam ser supridas, mas não o são, pois afinal de contas foi só mais um a se beijar.
Beijar é sinal de comprometimento. Sinal de pertença! Mas se vulgarizou tanto que quem se compromete com você depois de uma noite ter passado por mais de 20 bocas?
Batendo um papo com a gastroenterologista, Dr. Márcia Mayumi ela alertou sobre as doenças que gira em torno do beijo. “As doenças são a cárie (por ser causada por uma bactéria, pode ser transmitida pelo beijo, e vir a provocar a doença em quem a contraiu); gripe (causada por um vírus); hepatite B; mononucleose, e bactérias que causam faringite, laringite, amigdalite. O beijo transmite estas doenças desde que uma das pessoas possue o agente causador e a outra tenha uma propensão para adquirir a doença.”
Tem gente beijando sem pensar no que realmente está por detras deste ato. Em beijos não se cura carências! No beijo acontece encontros!
Beijo roubado coração ferido. É hora de se cuidar saber que seu valor é bem maior que um simples beijo passageiro.
Beijar é bom. Bom demais. Dá adrenalina, mas com a pessoa certa no momento certo e do jeito certo! O beijo não pode ser colocado como um brinquedo que passa de boca em boca. Não deixe rastros de você nas pessoas. Deixe uma marca! A marca de quem se valoriza! Marca de céu. Um beijo que dá em seu namorado que traz gosto de eternidade!
Não saia dando o beijo de Judas por ai, um beijo que traia você mesmo! O verdadeiro amor espera. O beijo também é espera! O detalhe é dar aquele beijo que sela amor e gera compromisso. Não é beijar todo mundo, mas é beijar aquela (e) que te espera como Dom.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Como os católicos devem agir frente a natureza?
Mas o que a Igreja tem a dizer sobre isso tudo? Quem dá a resposta é o Papa Bento XVI, em discurso proferido por ocasião do Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2010:
-“Não é possível nutrir um respeito verdadeiro pelo meio ambiente sem que saibamos reconhecer no cosmos os reflexos da face invisível do Criador”.
- “O homem é capaz de respeitar as criaturas na medida em que porta em seu próprio espírito um sentimento pleno de vida, caso contrário será levado a desprezar a si mesmo e tudo aquilo que o rodeia, a não ter respeito pelo ambiente em que vive ou pela criação”.
- “(...) se o homem se degrada, degrada-se o ambiente em que vive; se a cultura se volta em direção ao niilismo, ainda que não teórico mas prático, a natureza pagará as conseqüências”.
- "Se o Magistério da Igreja exprime perplexidade diante de uma concepção de ambiente inspirada pelo ecocentrismo e pelo biocentrismo, é porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os demais seres vivos. Desse modo, elimina-se de fato a identidade e o papel especiais do homem, favorecendo uma visão igualitarista da “dignidade” de todos os seres vivos. Dá-se espaço, assim, a um novo panteísmo, com características neopagãs, que pretende derivar, da natureza por si mesma, entendida no sentido puramente naturalístico, a salvação do homem”.
Nosso Papa deixa bem claro que, em primeiro lugar, vem o homem. Que ambientalismo é esse que prega a redução da população mundial através do aborto, do suicídio, da eutanásia, quando se sabe que há alimentos para todos, o que falta é distribuição? O mundo nunca foi imutável, sempre houve mudanças climáticas! O homem deve estar atento à natureza como parte da criação de Deus, mas não deve estar sujeito à ela. Deve, através da ciência, desenvolver tecnologias que preservem o homem e a natureza, não pregar a destruição do homem para "salvar" a natureza.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Igreja: a construtora da civilização ocidental
sábado, 21 de novembro de 2009
Encontro Nacional foi um sucesso!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
VINCULADOS POR MARIA, FOGO DO CRISTO-TABOR!
Podemos conferir, na página do Jumas Brasil, o Especial do II Encontro Nacional, inclusive vídeos.