sábado, 26 de setembro de 2009

Disciplina: fundamental para nossa autoeducação

Abaixo, reproduzirei um texto do Prof. Felipe Aquino, pregador da Canção Nova, que está dispónível em seu blog. Trata da disciplina, essencial para nosso autoconhecimento e autoeducação, que devemos ter em mente nas tarefas de nossa vida.

O Papa João Paulo II disse na Carta às Famílias, escrita em 1994, que “o ato de educar o filho é o prolongamento do ato de gerar”. O ser humano só pode atingir a sua plenitude, segundo a vontade de Deus, se for educado; e essa missão é, sobretudo dos pais. É um direito e uma obrigação deles ao mesmo tempo. É pela educação que a criança aprende a disciplina, por isto os pais não podem se descuidar dela, deixando a criança abandonada a si mesma. Esta criança será como um terreno baldio onde só nascer mato, sujeira, lixo e bichos venenosos. Sem disciplina não se consegue fazer nada de bom nesta vida.

Muitas pessoas não conseguem vencer os problemas e vícios pessoais porque não são disciplinadas. Muitas não conseguem ser perseverantes em seus bons propósitos porque falta-lhes disciplina. Para se vencer um vício ou para se dominar um mau hábito é preciso disciplina. É por ela que aprendemos a nos dominar. Vale mais um homem que se domina do que o que conquista uma cidade, diz a Biblia.

A disciplina depende evidentemente da força de vontade; e esta é fortalecida pela graça de Deus. São Paulo diz que é Deus que “opera em nós o querer e o fazer” (Fil 2,13). As grandes organizações, fortes e duradouras, como por exemplo, a Igreja, apoiam-se em uma rígida disciplina. É isto que lhes dá condições de superar os modismos e as ameaças de enfraquecimento. Também as grandes empresas fazem o mesmo.

Em primeiro lugar é preciso organizar a sua vida. Defina e marque com clareza todas as suas atividades; sejam elas profissionais, religiosas ou de lazer. Deve haver um tempo definido para cada coisa; o improviso é a grande causa da perda de tempo e de insucesso. As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam. Essas fazem muitas coisas em pouco tempo. Não deixam para depois o que deve ser feito agora.

Não adianta você ter muitos livros se eles não estiverem arrumados por assunto, assim você não vai encontrar um livro que desejar. Não adianta você ter muitos artigos guardados se eles não estiverem classificados e indexados. No meio da bagunça não se pode achar nada, e perde-se muito tempo. Então, aprenda a arquivar tudo com capricho. O povo diz que um homem prevenido vale por dois. Então, seja prudente, cauteloso, previdente. Se você sabe que a sua memória falha, então carregue com você uma caneta e papel, e anote tudo o que deve fazer durante do seu dia, ou sua ida à cidade.

Muitos fracassam em seus projetos porque não sabem fazer um bom planejamento, com critérios, organização e método, porque não são disciplinados. A pressa atropela o planejamento, por falta de disciplina; é um perigo. Sem disciplina não se consegue fazer um bom planejamento. Muitas obras são construídas repletas de defeitos, e custam mais, porque faltou planejamento, disciplina e ordem. Lembre-se: é muito mais fácil, rápido e barato, fazer uma obra planejada, do que fazer tudo às pressas e depois ter que ficar remendando os erros cometidos.

Foi muito feliz quem escreveu em nossa bandeira: “Ordem e Progresso”. Disciplina significa você fazer tudo com ordem, critério, método e organização. Então, disciplina é uma virtude que se adquire desde a infância, em casa com os pais, na escola, na Igreja, no trabalho…

Sem disciplina gastamos muito mais tempo para fazer as coisas e pode-se ficar frustrado de ver o tempo passar sem acabar o que se pretendia fazer. Por isso, é preciso aprender a organizar a vida, o armário e a casa, arrumar a mesa de trabalho, a agenda de compromissos, etc. A disciplina se adquire com o hábito. Habitue-se a fazer tudo com planejamento, ordem, capricho, etapa por etapa, sem atropelos. Deus nos dá o tempo certo e suficiente para fazer o que precisamos fazer.

São Paulo disse aos coríntios que “os atletas se impõem todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguir uma coroa corruptível. Nós o fazemos por um coroa incorruptível”(1Cor 9,25).

Nenhum atleta vence uma competição sem muita disciplina, treinos, regimes, horários rígidos, etc. Ora, na vida espiritual, pela qual desejamos ganhar a “coroa incorruptível”, a disciplina é mais necessária ainda. Ninguém cresce na vida espiritual sem disciplina: horário para rezar, meditar, trabalhar, etc. Estabeleça para você uma rotina de exercícios espirituais diários, e cumpra isto rigorosamente.

Assim Deus vai lentamente ocupando o centro de sua vida, como deve ser com cada cristão. Sem isto você será um cristão inconstante e tíbio.

É preciso insistir e persistir no objetivo definido. Não recue e não abandone aquilo que decidiu fazer. Para isto, pense bem e planeje bem o que vai fazer; não faça nada de maneira afoita, atropelada, movido pelo sentimentalismo ou apenas pela emoção. Não. Só comece uma atividade, física ou espiritual, se tiver antes pensado bem e estiver convencido de que precisa e quer de fato realizá-la. Peça a graça de Deus antes de iniciar a atividade; e prometa a você mesmo não recuar e não desanimar. Cada vez que você começa uma atividade de maneira intempestiva, e logo desiste dela, enfraquece a sua vontade e deixa a indisciplina ganhar espaço em sua vida.

Sem disciplina não se pode chegar à santidade. São Paulo chegou a dizer: “castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros” (1Cor 9,27).

Prof. Felipe Aquino


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Castidade: um desafio para os jovens

Há décadas, o mundo prega valores cada vez menos cristãos, para atingir uma suposta liberdade, para surgir, supostamente, um "mundo melhor". Não é de se estranhar que o mundo vá cada vez mais em direção ao abismo? Que cada vez mais jovens tenham filhos na adolescência? Que o número de abortos cresça? Que as taxas de AIDS e outras doenças venéreas continuem crescendo, principalmente entre homossexuais?

Por isso, o chamado que a Igreja Católica faz aos jovens fiéis é da opção pela castidade, de esperar pelo casamento para manter relações sexuais, com uma pessoa que você descobriu durante o namoro ser a certa para viver pelo resto da vida. Desde o início, o Movimento Apostólico de Schoenstatt pregou a importância da castidade para os jovens e para os casais, acompanhando a posição da Igreja. Para ilustrar melhor essa posição, postamos abaixo uma série de vídeos.

- Esse primeiro vídeo é uma introdução ao curso "Teologia do Corpo para jovens", produzido nos EUA e legendado em prtuguês.


- Testemunho de Crystalina Evert


- Jason Evert explica por que sexo antes do casamento não é sinal de amor.


- Jason Evert mostra que a pornografia não possui dois lados, apenas o lado prejudicial

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Aborto: uma questão sem pé nem cabeça

Nos dias de hoje, na "pós-modernidade", grupos abortistas têm surgido ao redor do mundo e conseguido, através de pressões políticas, aprovar a prática do aborto e fazer com que seja incentivada. Infelizmente, o Brasil passou a sofrer influência desses grupos nos últimos anos. Para alcançarem seus objetivos, vale de tudo: desde falácias morais até pesquisas fraudulentas, como revela Bernard Nathanson, famoso médico líder do movimento norte-americano pró-aborto que se tornou pró-vida após perceber que a vida começava na concepção. Vamos então esclarecer não só a posição católica mas a posição de quem acredita ser a vida o maior bem de um ser humano. Neste primeiro texto, começaremos analisando a posição da Igreja.

Na Bíblia Sagrada está escrito: "Não matarás". A Igreja, fiel à tradição herdada de Jesus Cristo, obedece o que ali está determinado e prega que a vida deve ser respeitada e valorizada em sua plenitude. Isso quer dizer: qualquer ato que fira a vida, desde a concepção até seu desfecho natural, é um pecado gravíssimo e sempre será condenado pela Igreja Católica Apostólica Romana.

Algumas pessoas mal-intencionadas dizem que a Igreja nem sempre teve essa posição, o que é mentira! Houve, é verdade, por parte de algumas pessoas da Igreja, dúvida sobre quando se iniciava a vida, como é o caso de Santo Tomás de Aquino, que estabelecia em 40 dias de gestação o início da vida. Porém, Santo Tomás de Aquino nunca foi a favor do aborto. Obviamente, sua tese foi refutada séculos depois, quando foi provado que desde a concepção ali existe uma vida, uma vida humana.

São vários os documentos da Igreja que condenam o aborto: Catecismo da Igreja Católica (CEC nº 2270), Código de Direito Canônico (cânones 871 e 1398), Instrução sobre "O Respeito à Vida Humana Nascente e a Dignidade da Procriação" e muitos outros.

Em breve, apresentaremos os aspectos biológicos que envolvem a vida humana em seu estágio inicial.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Destaque do futebol americano universitário admite ser casto

WASHINGTON DC, 03 Ago. 09 (ACI) .- Tim Tebow, de 22 anos de idade, é “marechal de campo” (quarterback) dos Florida Gators, e converteu-se no jogador de maior projeção na NCAA (a liga universitária) e já é uma estrela nacional. Tebow nunca ocultou sua profunda fé cristã e deixou sem palavras dezenas de repórteres quando admitiu que decidiu preservar sua castidade e esperar o matrimônio para ter relações sexuais. Tebow não duvidou um segundo em responder ao jornalista que lhe perguntou se ele “está se guardando” para o matrimônio. “Assim é”, disse Tebow brevemente e a seguir indicou que estava preparado para a seguinte pergunta. Tebow cresceu ajudando os seus pais na missão cristã de Filipinas. Foi educado em casa por sua mãe, que inculcou em todos os seus filhos fortes valores cristãos. Tebow recebeu o Troféu Heisman, o máximo galardão para os jovens jogadores de futebol americano.
Aí mais um grande exemplo para os que dizem que é uma bobagem ser casto e esperar o casamento para manter relações sexuais. Isso comprova mais uma vez que a castidade não mata ninguém.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Igreja contra-ataca - parte 1

Qualquer pessoa que assista televisão, frequente suas aulas na escola ou na universidade, leia livres e vagueie pela internet já se deparou com inúmeros ataques à Igreja Católica, descendente direta de Pedro, enviado por Jesus Cristo. As críticas não se resumem a uma ou outra parte da Doutrina Católica, são, de fato, gerais. Isso não é estranho?

Será que a única instituição duas vezes milenar em toda a história da humanidade não sabe o que faz e recomenda? Se a Igreja estivesse interessada em acabar com o mundo, já teria feito isso, ou dois mil anos não são suficientes? Como os ataques são muitos, vamos dividir em algumas partes. Hoje, farei referência à relação planejamento familiar e Igreja. Dentro desse tema, entra a posição da Igreja frente a camisinha e métodos anticoncepcionais e o combate à AIDS.

Dia desses, numa aula de sociologia, ouvi uma professora, com mestrado, fazer a seguinte consideração: "A Igreja não se interessa pelo planejamento familiar, quer que tenham filhos e mais filhos para espalharem a fé católica". Fiquei abismado como uma professora universitária, beirando os sessenta anos, pudesse dizer tal besteira. Logo lembrei: "Poxa vida, por acaso, minha mãe é instrutora da Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família". Sim, isso mesmo: a Igreja Católica apóia uma instituição de planejamento familiar, planejamento NATURAL da família. Neste ano, para se ter ideia, a CNBB e a CENPLAFAM organizarão o 1º Congresso Nacional de Planejamento Natural da Família. Como vemos, de fato, a Igreja apóia sim o planejamento familiar. O problema, para os meios de comunicação e para os grandes magnatas que comandam o mundo, é que esse planejamento é natural, a própria natureza humana o possibilita. Ou seja, liberta as pessoas da camisinha, dos anticonceptivos através do autoconhecimento e da auto-observação.

A Igreja Católica condena a camisinha e outro métodos anticonceptivos e abortivos por interromperem a ordem natural das coisas. Se um homem e uma mulher mantêm relações sexuais durante o período fértil da mulher, é grande a possibilidade de haver a fecundação. Isso é sabido de todos. Se o casal não quer ter um filho, então deve se controlar até que passe o período fértil. A Igreja não quer que as pessoas tenham filhos indesejados, mas no momento em que houve a fecundação, não há dúvidas: existe vida humana. E a partir disso, a pessoa deve se desenvolver naturalmente, dentro do seu direito à vida. Portanto, a camisinha representa a quebra da ordem natural da relação sexual, de onde poderia surgir uma vida humana. O que falar então de algum métodos anticoncepcioais, que na verdade são abortivos? Havendo a fecundação, matam a vida existente. Além de quebrarem a ordem natural, matam um semelhante.

Alguns perguntarão por que a Igreja se opõe ao uso da camisinha na prevenção da AIDS e a resposta que a Igreja dá é a seguinte: já somos contrários à camisinha por princípio, por quebrar a ordem natural do homem, por estimular a promiscuidade, que é o mal gerador da AIDS e ,mais ainda, por ela não se mostrar eficiente. Inúmeros cientistas e centros de pesquisa admitem taxas altas de ineficácia da camisinha no combate à AIDS e até mesmo na prevenção da gravidez. O descobridor do vírus HIV, Luc Montagnier, diz: "São necessárias campanhas contra a práticas sexuais contrárias à natureza biológica do homem. E, sobretudo, há que educar a juventude contra o risco da promiscuidade e a vagabundagem sexual". Aí está um cinetista a falar, não um padre. Portanto, recusemos esses supostos cientistas que afirmam que "a camisinha é 100% segura", que "a Igreja é retrógrada". A Igreja Católica sabe muito bem o que está falando e só quer alertar a humanidade sobre o que está por trás das campanhas de camisinha.

Para ler mais, a Carta às Famílias do Brasil, de Dom Rafael Llano Cifuentes, é muito rica em informações.

Em breve, as partes seguintes.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Autoconhecimento pra quê?

No Movimento Apostólico de Schoenstatt e, claro, na Juventude Masculina de Schoenstatt, tratamos seguidamente de nosso autoconhecimento, pois sem nos conhecermos, nossa parte no "Nada sem vós, nada sem nós" não é cumprida e, consequentemente, nosso processo de autoeducação não gera os frutos esperados.

Nossa sociedade não está interessada que nos conheçamos e saibamos nossos limites e fraquezas, que sintamos a força e a intercessão de Deus em nossa vida; pelo contrário, busca reforçar uma suposta liberdade, uma auto-suficiência que leva as pessoas a um egoísmo inconsciente e a uma massificação esmagadora. Quantos não são nossos colegas e amigos que, julgando-se livres, são tão presos às festas dos finais de semana, ao vício da bebida. A verdade é que são bonecos facilmente manipuláveis ao bel prazer pela ideologia anticristã e hedonista que vem sendo difundida desde a década de 1960. Não à toa, muitas pessoas sentem um vazio interior e uma insatisfação, sem conseguirem dar nome a esse sentimento.

Na Grécia, ainda hoje encontramos no templo de Delfos a seguinte inscrição: "Conhece-te a ti mesmo". Os gregos, há 3.000 anos atrás, sabiam a importância de algo que hoje parece cada vez mais raro de se encontrar nas pessoas: autoconhecimento. Como pode um ser humano não buscar saber quem é, de onde veio, para onde vai, qual o sentido de sua vida? Só se adquire confiança e afirmação plenas quando sabemos nossas fraquezas, nossos limites e nossos dons. Sem nos autoconhecer, somos levados à insegurança e ao perfeccionismo. Quando erramos, ficamos desesperados, impacientes, não entedemos o motivo de nossos erros. Portanto, é preciso que olhemos para dentro e vejamos aquilo que somos: filhos de Deus, criaturas imperfeitas, sujeitas ao pecado.

Lembremo-nos do "Nada sem vós, nada sem nós". Se buscarmos nos autoconhecer, descobriremos nossas qualidades e nossas imperfeições e procuraremos nos autoeducar. Aí entra nossa Mãe e Rainha, a grande Educadora, que nos dará toda a força para seguirmos nesse processo de amadurecimento e crescimento pessoal que dura a vida toda. Para isso, lembremos de nosso Pai e Fundador, padre José Kentenich, quando disse: "Jamais vai perecer quem à Aliança fiel permanecer".

Em breve, trataremos de uma "ferramenta" para o nosso autoconhecimento, os quatro temperamentos: colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico.

Leia mais sobre autoconhecimento aqui.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

É coerente um católico praticar yoga?

Por Amanda B. Mucellini e Giovanni M. Lovato


Devido às influências tentadoras que continuamente recebemos dos mais diversos modos e lugares, precisamente neste tempo em que na televisão temos acesso à novela “Caminho das Índias”, se fazem necessárias buscas de orientações confiáveis sobre o quanto nós, católicos, podemos nos deixar influenciar. Esse texto, que tem como base “O Yoga na filosofia e na prática é incompatível com o cristianismo”, de Pe. James Manjackal, postado por Ecclesiae Dei em no dia 25 de junho deste ano, trata sobre o yoga, uma das práticas orientais e esotéricas advindas da Nova Era, que foram se incorporando ao mundo ocidental e entrando na vida de muitos católicos. Será que já nos perguntamos se sua prática está de acordo com o que prega nossa Igreja, segundo os ensinamentos de Jesus Cristo?

Há muita confusão a cerca da função do yoga: alguns pensam ser um meio de relaxamento, outros um exercício físico que traz benefícios à saúde e há os que acreditam ele ser um meio para a cura de doenças. É costume relacionar o yoga como uma prática tanto espiritual quanto física.

O que ignoramos é que o yoga é antes de tudo uma atividade espiritual. Assim, um católico, inconscientemente, o pratica para meditar e orar, deixando de lado toda a tradição católica, herdada de São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola e Santa Teresa de Ávila, e até mesmo de nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, para seguir uma mística budista.

Você sabe o significado de “yoga”? Quer dizer união do “eu” transitório (o “JIVA”) com o eu eterno (o “BRAHMAN”, Deus hindu). Este Deus não é pessoal, é um ser espiritual impessoal que é um todo com a natureza e o cosmos. Não é só um exercício físico ou de respiração, o que fica comprovado se analisarmos as oito vias que guiam a prática do yoga, da ignorância à iluminação: autocontrole, prática religiosa, posturas, exercícios de respiração, controle dos sentidos, concentração, contemplação profunda e iluminação. Entendeu? O yoga pretende chegar à união total do ser com o divino, quando o ser e o divino se convertem em um só: homem e Deus não possuem diferenças.

Tudo isso é o oposto do Cristianismo, onde o há o Criador, Deus e o criado, o homem. O yoga é budista, ou seja, panteísta. Prega que tudo é Deus e Deus é tudo e sustenta a existência de só uma realidade e que tudo o mais é ilusório. A fé cristã se baseia na Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo formam um só Deus, que se relaciona com os homens, como relatado na Bíblia e experimentado em nosso dia a dia.

No Cristianismo, o pecado é a razão pela qual necessitamos de um Salvador, é uma ofensa a Deus, pois Ele nos mostra o caminho certo através dos seus mandamentos e os descumprimos. No Hinduísmo, o bem e o mal são ilusórios, pois advêm de uma noção abstrata. Como diriam respeitados hinduístas: “o bem e o mal são um e o mesmo”.

Não podemos ignorar esta diferença fundamental entre a Espiritualidade Cristã e o yoga e outras técnicas de meditação orientais ao pensarmos em adotar alguma prática aparentemente inocente.

O yoga é uma prática pagã e oculta, ou seja, é uma religião do anti-Cristo (o homem que se faz Deus) e pela primeira vez na história é praticada despercebidamente no mundo ocidental e na América. A filosofia e a prática do yoga estão baseadas na crença de que o homem e Deus são um só. Isto quer dizer que as pessoas são deuses de si mesmas, deixando de lado o Único e verdadeiro Deus. Os que praticam o yoga buscam as respostas para os problemas e questões da vida na sua mente e na sua consciência, em vez de buscar soluções na Palavra de Deus através do Espírito Santo.

Há tantos que buscam o yoga simplesmente para relaxar, porque ajuda a respirar e desestressar, pois o mundo anda tão corrido... Mas pensemos bem: Nossa Mãe Maria também viveu momentos de estresse e agonia, desde a fuga para o Egito, com Jesus recém nascido em seus braços, até a descida de Seu Filho da Cruz, depois da sua dolorosa subida ao monte e a sua crucificação. Sem dúvida, não houve alguém, depois de Jesus, mais exausto e esgotado que sua própria Mãe. E será que depois de tudo isso ela precisou de momentos relaxantes como o yoga prega? Com certeza não, pois Maria tinha o Espírito Santo em seu ser e Ele a confortava e sustentava.

A religião católica já vem com o “pacote completo”, pois seu verdadeiro e autêntico seguidor sabe onde está a sua fonte renovadora e fortalecedora: o Santíssimo Sacramento no Altar. E o schoenstattiano tem um kit mais completo ainda, pois no Santuário pode encontrar Jesus e sua Mãe ao mesmo tempo, tão serenos e acolhedores que não há alguém que não possa exclamar “Aqui é bom estar!”.

A solução é Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Pela morte de Jesus na cruz, Deus reconciliou consigo o mundo. Agora chama os homens a receber em liberdade todos os frutos da sua salvação só através da fé em Cristo.

Para finalizar, vamos nos lembrar das palavras de S. Paulo: “Não vos maravilheis, pois também Satanás se disfarça de anjo da luz” (II Cor 11, 14). Antes de incorporar à sua vida novas práticas, pesquise as suas origens e descubra o que pensa a Igreja Católica a respeito disso, pois somos católicos e assim como o Padre Kentenich, amamos a Igreja. Se você passar por esses passos e sua consciência estiver tranquila, desfrute da liberdade que Deus lhe deu.

“Se amo com todo meu coração a Cristo, quero me assemelhar a Ele. E se me regala uma fagulha de sua cruz, isto me dá felicidade!” Pe. Kentenich